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Plataforma vai ajudar gestores no enfrentamento de mudanças climáticas

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou uma nova ferramenta para apoiar gestores públicos e privados no enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas. A iniciativa é resultado de um acordo de cooperação com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Batizada de Singed Lab Desastres, a plataforma virtual começa a funcionar no dia 1º de julho. Na mesma data, serão apresentados os resultados de uma pesquisa sobre as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024.

O laboratório terá como uma das prioridades o acompanhamento da Estratégia Nacional de Atenção ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento das águas da região equatorial do Oceano Pacífico. Além disso, o sistema vai reunir e organizar informações sobre eventos extremos para auxiliar os municípios a fortalecer ações de prevenção e reduzir riscos.

Durante situações de emergência, a ferramenta fornecerá aos gestores um conjunto de dados essenciais produzidos pelo próprio sistema, além de suporte técnico individualizado, quando necessário. A ideia é permitir o monitoramento antecipado de diferentes cenários que possam resultar em desastres naturais.

O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, destacou a importância da iniciativa.

“Essa instituição, que segue exercendo seu trabalho, especialmente num momento em que a mudança climática exige um repensar sobre as formas com que nos atuamos para que as informações cheguem mais rápido e sejam decisivas nas ações que os governos realizam. É justamente por isso que fazemos essa divulgação pra que possamos estar cada vez mais preparados e a serviço de uma sociedade mais justa e democrática a partir do uso da inteligência de dados geocientíficos e estatísticos.”

Segundo o instituto, o projeto nasceu a partir da força-tarefa montada durante as enchentes no Rio Grande do Sul. A experiência revelou a necessidade de oferecer informações rápidas e integradas para apoiar decisões em momentos críticos.

O coordenador-geral do Centro de Documentação e Disseminação de Informações do IBGE, Daniel Castro da Silva, fala do alcance que a iniciativa teve na região e lembra que os impactos de um desastre quase sempre ultrapassam as áreas diretamente atingidas.

“A gente chegou a ter mais de 1,5 mil pessoas sendo atendidas, entre gestores públicos e privados. Mais de 200 municípios atendidos, além dos que de fato que tinham sido alagados, mais outros que sofreram os impactos, porque o oxigênio daquele hospital dependia de uma estrada naquele município em que foi perdida uma ponte. O desastre ocorre num município, mas tem impacto em outros municípios.”

A meta é que cada município brasileiro conte com a sua própria Comissão de Prevenção de Desastres, formada por profissionais capacitados no uso de dados e informações estratégicas. Os gestores receberão treinamento para identificar indicadores fundamentais sobre suas cidades e agir de forma mais eficiente diante de situações de risco.
 

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